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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Foi um amor


Foi um Amor

Haja o sentimento, triste ou feliz
Há sempre um coração carente
em busca de uma migalha qualquer,
que chora, se queixa e se esvai,
buscando um sentimento que seja
para se tornar um igual, a outra pessoa qualquer.
E há de sempre haver
Um alguém contente, apaixonado, louco em seu amor,
e quando se ver abandonado,
sente aquela imensa vontade de apenas morrer,
para depois aceitar que a vida segue,
sai atrás de um outro amor,
Fazendo a vida seguir, em constante ebulição,
movimentação e haja o que houver,
foi presente, é passado...e só o futuro,
trará uma lembrança doce, do amor que se foi
e nem as lágrimas que chorou, ficaram...
Na medicina do tempo,
se cuidou, cicatrizou,
elas simplesmente secaram.

Betânia Uchôa

Meus versos



Meus versos

Minha poesia não é atraente, ela é cheia de reflexões e
situações e nos fazem pensar. E pensar é o que as pessoas menos querem fazer. Elas querem o bonito, o sensual e o apaixonante. Pensar fica para o futuro, se houver um futuro...

Betânia Uchôa

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Entrevista: Lítero Cultural com Anselmo Vasconcelos



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não somos humanos



 Não somos humanos

                   Nesses novos tempos, vemos os valores e a forma como lidamos com as necessidades mudarem ou mesmo aparecerem sem as máscaras, que encobriam seu real significado. Nossa mente tende a procurar o mais fácil, fácil para nós mesmos é claro, e sempre esquecemos que não somos os únicos a sofrer, a passar forme ou a ficar doentes, ou  até mesmo qualquer outros infortúnios que nos acontecem no decorrer de nosso dia a dia. 
                   Nos tornamos egoístas e esquecemos de olhar ao nosso redor, preocupados apenas com nosso próprio mundo e este se torna o centro absoluto de nosso universo e nos negamos a achar que estamos errados em nossos julgamentos e interpretações.
                   Estou errada? então me diga, você nota algo a sua volta? Que não seja uma pessoa bonita a cruzar o seu caminho? Uma vitrina de algo interessante sendo exposto? E se chamam a atenção algo visto como podre, feio e repugnante aos nossos olhos, nos desviamos, alongamos o caminho para não passar por perto. Agora quando o caso é a tragédia alheia, somos atraídos como moscas em torno do doce, será que minto? Digam-me qual o sentimento de ver alguém catando algo no lixo? Nossa cara é a de total repugnância, mas esquecemos de ver que, se essa pessoa está no lixo, é por desespero, a ordem é sobreviver. Mas para você, isso é apenas um obstáculo em seu caminho, alguém que lhe tirou alguns segundos de coisas que realmente lhe interessa. Já pensou em mudar essa situação e tomar uma atitude solidária, consciente do meio em que vive?



                  Sempre me pergunto quando deixamos de ser-mos humanos
.
Betânia Uchôa

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Abandono


Abandono

Onde estão os sons da natureza
As cores efusivas de tantas borboletas,
Que voam e fazem a festa pelo grande jardim.

Onde estão os pássaros cantores,
Que entre serestas conquistam tantos amores,
E as levam em voos sem fim.

Onde está o calor do dia, presente do sol
que fazem brilhar as gotas do que ainda eram chuva
Fazendo das cores um lindo amanhecer.

Onde está a quietude da tarde,
Que ressona na ciesta tranquila,
Enquanto faz jus a boa comida,
O que devemos agradecer.

Onde estão a sombra e a risada
Do sons que chegam da praça,
Que esperam o dia anoitecer.

Onde estão os versos que lhe fiz,
Pois perdê-los seriam o meu fim,
Agonia do meu louco amor,
Que batendo asas foi embora,
Atrás de um outro amor...
Atrás de um outro jardim.

Betânia Uchôa




quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Amo-te










AMO-TE


Amo-te de uma forma, que é forte, profundo
Quando sinto a alma correr em disparada,
Ultrapassando o corpo, cair bem fundo
Ver o sentimento sair de forma inesperada.


Amo-te como se eu fosse um moribundo
Como se a luz de mim fosse negada.
Em você eu encontrasse a cura num segundo,
E do seu lado, eu não precisasse de mais nada.


Amo-te com todo fervor, luto a duras penas,
Para viver esse amor, agradeço em prece,
Com você sou única, vencedora e forte.


Amo-te, livre, como anjo em formas terrenas.
Pelo infinito de uma vida, como se desfalece,
Levada pela imortalidade da alma, meu norte.


*Betânia Uchôa*








quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Loba







Loba

Se me vejo loba em meio a tantas feras

Em silencioso bando, na mata florida,
Parece que aconteceu em outras eras,
De um tempo em que brigava pela vida...

Foi um período, uma vida dolorida,

Que se renovava nas doces primaveras,
Que modificavam as paisagens severas,
Um ontem buscado na mente esquecida!

Meu olhar de loba, passeia pensativa,

E todos notam minha envergadura altiva,
O brilho de minhas presas de puro marfim...

E sendo loba, eu brinco, corro, sou calma,

Ninguém vê o que vai dentro da alma!
Ninguém vê a fera, que existe em mim!

( Betânia Uchôa )


 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Linha de tempo


Linha de tempo


Já se faz alguns anos
Que lhe vejo passar
Semblante sério, curioso
Olhar profundo, buscando...


Sigo seus passos com o olhar
De forma compreensiva,
Vejo sua frágil figura
Mas ainda alheio a paisagem


Corpo cansado pelo tempo
Sem consolo, lhe resta resignação
Mente viva, livre a voar...
Livre de peso, livre de amarras


Se buscando,
Se encontrando,
Nesta linha de tempo,
Onde ele possa acompanhar,
divagando, passos leves...
Sua mente, veloz a correr.

Betânia Uchôa

domingo, 19 de dezembro de 2010

A vida


A vida

a vida não nos brinda só com a bebida da alegria...há erros, dor, insatisfação e toda uma tonelada de sentimentos, bons e maus que carregamos nos ombros...afinal somos humanos.
Betânia Uchôa

sábado, 18 de dezembro de 2010

Vendo a vida acontecer


Vendo a vida acontecer

Quando paramos de correr, na pressa do dia a dia e começamos a observar ao redor, somos tocados pelas maravilhas da vida, vemos como perdemos tempo.
Sento-me no banco de uma praça, perto de casa ou longe talvez, vejo a criançada brincando e posso sentir a alegria no balançar do balanço indo para frente e para trás, com toda a euforia. Posso sentir o coração batendo no ventre volumoso da mulher que passa, posso até imaginar a criança sendo embalada pelo passos ao caminhar. Ainda vejo o casal que se encontra no final do dia, sinto o amor naquele beijo apaixonado. Sinto o entendimento no olhar festejado.
Quando vejo a criança que cai, sinto também, ao olhar seus olhinhos inchados o peso das lágrimas que caem feito cachoeiras...Ah! isso é vida. Observar a vida é isso, sentir com os olhos e enxergar com emoção, a vida acontecer.
Betânia Uchôa