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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Era uma vez, um palhaço






Que triste palhaço eu vejo logo ali.
Com lágrimas copiosas, do céu vieste...
Uma dor estampada, como se o mal fizeste,
E toda dor o rondava, quando o vi.

Palhaço da cara triste, com um abraço o envolvi
Que deixará para esta crianças que apareceste
Ela procura um sorriso igual ao que me deste
Vendo tua boca tremular foi que me comovi...

O seu número de alegria se foi, ficou o cansaço
Como alguém que prende o boi mas solta o laço
Onde a fraqueza se via, seu corpo se curvava...

Deixando saudades... De um tempo que deixaste
A lembrança de minha infância que animaste
Os anos ficaram na gaveta, onde os guardava...

Betânia Uchôa

4 comentários:

Úrsula Avner disse...

Sensível poesia em delicados versos, cara poetisa. Como não achei sua lista de seguidores, linkei voce no meu blog. Bjs com carinho.

Hermilaine disse...

Passei pra conhecer seu blog.tá muito bom,parabens!
Se quiser me conhecer,vou adorar receber sua visita(amo comentários e que me sigam,é claro...kkkkkkk)Beijão!
www.coisasdelane.blogspot.com

Karla Jacobina disse...

Que linda sua poesia Betânia, ela é teatral, vc narra cenas, adoro leitura assim. Obrigada pela visita e aproveite por essa Paulistana as preciosidades de Salvador.

Lobodomar disse...

Boa noite.

Belíssimo soneto. Gostei muito da forma lírica de estruturar os versos.

Parabéns, Poetisa!